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Teóricas Feministas: Ochy Curiel


Rosa Inés Curiel Pichardo além de ser teórica feminista e antropóloga social, é também cantora. Nasceu em 15 de março de 1963, em Santiago, República Dominicana, e frequentou a escola primária Politécnica para Mulheres de Nossa Senhora da Misericórdia. Depois de se formar, ela se matriculou na Pontifícia Universidade Católica Madre y Maestra e tornou-se bacharel em Serviço Social.


Ochy Curiel é afro-dominicana, e tem ajudando a estabelecer o movimento de mulheres afro-caribenhas. Articulada à essa luta, Curiel também se engaja fortemente no que ela chama de “lebianismo feminista”. O lesbianismo feminista afirma que ser lésbica não é uma identidade, orientação ou preferência sexual, mas sim, uma posição política, que se esforça para contrabalançar o padrão da heteronormatividade na sociedade. Curiel acredita que a heterossexualidade, por reforçar a lógica dos relacionamentos dentro sua lógica (homem e mulher), apagou das mulheres a sua capacidade de autonomia. Para reconquistar nossa autonomia é preciso então afirmar que os homens não são necessários para a sobrevivência das mulheres.


No período de 1980 aconteceu, o que pode-se, chamar de nascente do movimento feminista na República Dominicana. Apesar de o país ser predominantemente afro-dominicano, a princípio, o movimento tinha uma identificação mais latino-americana.

No final da década de 1980 Curiel começou a trabalhar no Centro Dominicano de Estudos da Educação em Santo Domingo e co-fundou a Ce-mujer, uma ONG de mulheres que comporta também um grupo de assessoramento.


Curiel também integrou o conselho de uma organização chamada Casa por la Identidad de las Mujeres Afro (Casa de Mulheres com Identidade Africana), que atuava no combate à dupla discriminação enfrentadas pelas mulheres afro-dominicanas.

Depois, Curiel se juntou a organizações regionais como Mulheres afro-latino-americanas e a Rede Afro-Caribenha e começou a planejar o Primer Encuentro de Mujeres Negras de América Latina y El Caribe (Primeiro Encontro de Mulheres Negras da América Latina e Caribe).


A conferência foi realizada em Santo Domingo entre os dias 19 e 25 de julho de 1992 e reuniu mais de 300 participantes de 32 países para discutir como um viés sistêmico tem obscurecido as realizações de mulheres negras e desenvolver estratégias para melhorar suas vidas.




Fonte das informações: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ochy_Curiel


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