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Teóricas Feministas: Maria Lugones


Maria Lugones nasceu na Argentina em 1944, na região Pampa. Seu local de nascimento lhe possibilitou uma experiência cultural que influenciou na formação de grande parte de sua visão e perspectiva sobre estudos feministas, filosofia, estudos culturais e literatura.


Depois de graduar-se na Universidade da Califórnia em Los Angeles, Lugones obteve seu Ph.D. em filosofia e ciência política pela Universidade de Wisconsin em 1978.

Maria Lugones ensinou sobre estudos e filosofia de mulheres no Carleton College, onde treinou o corpo docente sobre os temas de racismo e gênero, e também projetou um novo plano em estudos feministas para a Binghamton University, onde, além de professora, é diretora do Programa de Estudos da América Latina e do Caribe.


Como filósofa feminista propõe uma leitura descolonial sobre feminismo, gênero e sexualidade.


Maria Lugones acredita ser essencial a intersecção entre classe, raça, gênero e sexualidade, pois, somente assim é possível romper com a indiferença prática e teórica direcionada às “mulheres de cor”, sendo elas as mulheres não brancas, as mulheres que não são vistas e nem consideradas como sujeitas de uma produção feminista dentro do

pensamento ocidental. Maria Lugones, bem como alguns/mas teóricos/as decoloniais estrutura sua análise da sociedade a partir do conceito de Colonialidade, bastante trabalhado pelo sociólogo peruano Anibal Quijano.


Para entendermos a colonialidade é importante entender a diferença entre esse conceito e o colonialismo. O termo colonialismo é utilizado para se referir a um período histórico específico, das “descobertas” (invasões) européias em algumas partes do mundo; já o termo colonialidade se refere a uma situação atual, é a condição de dominação imperialista, isto é, uma forma e/ou uma prática política-econômica exercida por um Estado que visa à própria expansão, por meio da submissão econômica, política e cultural de outros , que segue presente na realidade e nas subjetividades dos povos colonizados em diversas esferas, como no sexo, no trabalho, e na subjetividade/intersubjetividade da produção de conhecimento.


A situação de colonialidade permite a perpetuação e reprodução classificação social a partir da ideia de hierarquia de racial. A grosso modo, isso quer dizer que algumas pessoas, de acordo com a sua raça, vão valer mais ou menos do que as outras.

A grande contribuição da filósofa e cientista política Maria Lugones é a sua crítica à visão limitada que alguns teóricos decoloniais possuem em relação à sexo, sexualidade e gênero.


Referências

Site Livraria Travessa: https://www.travessa.com.br/pensamento-feminista-conceitos-fundamentais/artigo/2205f888-82cf-49bc-9bd1-b6f4fae67911

Blog NÓSotras: https://nosotrasfeministas.wordpress.com/2017/03/20/outro-olhar-sobre-genero-maria-lugones-colonialidad-y-genero/

Hispânicos proeminentes nos EUA: http://fs2.american.edu/aoliver/www/prominenthispanics/lugones.htm

María Lugones: escritura en movimiento: https://www.eltelegrafo.com.ec/noticias/carton/1/maria-lugones-escritura-en-movimiento



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