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Explicando alguns temas e conceitos do Feminismo decolonial, em Oyeronké Oyewumi




Colonização e Modernidade: Promoveram a expansão e advento do capitalismo, a racialização do conhecimento entre outras transformações sociais e culturais. A categoria de Gênero dentro desses processos, se coloca como hegemônica, sendo necessário interrogar o conceito de gênero a partir de outras experiências não hegemônicas.


Controle colonial em perspectiva de gênero: É a constatação de que as histórias de colonização foram escritas a partir do ponto de vista masculino, sejam eles colonizadores ou colonizados- as mulheres, e suas histórias são periféricas nesse contexto. Os homens foram o alvo principal da política colonial, e isso permitiu que os nativos se tornassem visíveis.


Família Gerenificada (nuclear ocidental): É a experiência da família nuclear centrada na unidade conjugal. Nesse contexto é que nasce a noção de feminilidade no feminismo ocidental, construída essencialmente a partir da figura da esposa. Isso fez com que, no feminismo ocidental, as dimensões raça e classe fossem desconsideradas porque normalmente, tais realidades não variam dentro da família nuclear ocidental.

Por isso se priorizou as questões de gênero e não raça dentro desse feminismo.


Cristianismo e educação: Ferramentas inseparáveis no processo de colonização. Os homens também foram o principal alvo da educação missionária. Eram vistos como possíveis empregados, catequistas, pastores e missionários a serviço da Igreja.​​ A educação das mulheres incentivava a maternidade com bases cristãs, e casamentos com homens instruídos. A instrução era dada para obter uma carreira e boa posição social na sociedade colonial. Esta foi a política colonial, assentada sobre a hierarquia de gênero.


Fonte da informação

Texto: Conceituando gênero, de Oyèrónké Oyewùmi


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